segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Juventude vai construir o futuro do País, afirma Lula

Saudado pelos mais de 600 jovens reunidos na abertura oficial do 3º Congresso da Juventude do PT (3º ConJPT), nesta sexta-feira (20), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou um importante recado para a plateia em polvorosa. “Levantem a cabeça, não de arrogância, mas de quem sabe o que quer, que não vai permitir que destruam o nosso governo e o nosso partido. São vocês que vão assumir a construção desse partido e do País”, declarou.
“Temos que sair desse congresso propondo alguma coisa mais forte de interesse da juventude desse País. O congresso precisa dizer qual a proposta da juventude do PT para a educação do Brasil. O que esse congresso vai aprovar como proposta ao governo sobre emprego para a juventude”, disse. O III Congresso Nacional da Juventude do PT foi o maior da história recente com mais de 160 mil aptos a participar, com etapas municipais em mais de 1000 cidades e realizado em 25 estados mais o Distrito Federal, enquanto etapas estaduais.
Os trabalhos na Comissão Organizadora Nacional foram conduzidos ora por consenso, ora por votação, em conformidade com o previsto no regimento interno do III ConJPT. A composição da CON era proporcional à composição da Executiva Nacional da JPT, na qual a maioria partidária possui 07 votos. A primeira grande polêmica surgida disse respeito à forma de realização dos congressos intermunicipais, cuja regulamentação final foi aprovada com os votos da CNB, EPS e DS, seguindo proposta da última, que propunha: urnas e listas separadas por cidade, reduzindo blocamentos de filiados aptos de municípios distintos para gerar um quórum para eleição de delegados às etapas estaduais. Ela se deveu a um caso omisso no regimento em relação ao tamanho dos municípios que poderiam realizar tal procedimento. O restante das votações na CON se deu sobre a aprovação de atas das etapas municipais, conforme previa o regimento, alterando a composição majoritária para a aprovação das mesmas. Por conta de uma dificuldade de acesso pelas tendências que compuseram a CON em acessar o e-mail institucional do III ConJPT, por causa do registro do e-mail na matrícula do funcionário que assessora a Secretaria Nacional de Juventude, foi decidido criar e-mails no provedor Gmail para a recepção das atas das etapas municipais, com compartilhamento da senha entre todos os membros da CON. Contudo, após os balanços das etapas municipais, politicamente foi ficando claro que a maioria partidária dispunha de uma cada vez mais ampla vantagem em relação às demais tendências da minoria e isso alterou o clima político do Congresso. Toda a questão residiu no fato de que a maioria partidária já vencera no primeiro turno, pela primeira vez na história, o II ConJPT em 2011 e, dessa vez, aproximava-se de deter aproximadamente 70% do colégio eleitoral, maioria esta composta por CNB, MPT, Tribo, PTLM, EDP, tendo legitimidade, portanto, para aprovar as políticas com relativa tranquilidade. Daí por diante, ao invés de ideias e propostas, a minoria partidária passou a promover acusações públicas de “fraude” no processo eleitoral, questionando procedimentos que foram, inclusive, autorizados após julgamento da Executiva Nacional, em relação à interpretação da CON sobre os congressos intermunicipais. Para completar, a maioria partidária firmou uma aliança mais ampla do que a do próprio II ConJPT de 2011, em que se aliou à Democracia Socialista, englobando as tendências Tribo, PTLM, Movimento PT e EDP, favorecendo à maioria partidária ampliar ainda mais sua vantagem. Esta foi a cena do início do III ConJPT, quando a minoria partidária tentava impedir a abertura do credenciamento e propor reduzir burocraticamente o tamanho da maioria.Sobretudo, a minoria ameaçava deixar o Congresso como forma de alcançar seus objetivos. A questão fundamental era que as forças da minoria não conseguiriam alcançar o número de votos necessários à compor a Executiva Nacional da JPT. Para reverter o clima, a maioria propôs, incansavelmente até altas horas da madrugada, as seguintes propostas: 1) discutir os problemas do credenciamento de modo a abri-lo pactuadamente; 2) propor a TODAS as tendências o acesso à nova Executiva Nacional da JPT, por meio de uma composição de chapa; 3) aprovar na resolução política do III ConJPTpontos que contemplavam a minoria, através dos trabalhos da Comissão de Sistematização e inclusão de alguns destes na própria tese majoritária a ser aprovada na votação da tese-guia. A minoria rejeitou TODAS as propostas e, sendo assim, a CON abriu o credenciamento. Entretanto, embora mantendo a ameaça de saída do Congresso, a minoria credenciou seus delegados, firmou acordos no credenciamento, dentre os quais a derrubada do credenciamento do estado do Espírito Santo, do ato de abertura com o ex-presidente Lula, participou de TODOS os grupos de discussão e mesas de debate previstos na programação, da própria Comissão de Sistematização do III ConJPT e da votação da tese-guia. Porém, no dia da eleição de votação das resoluções congressuais e eleição das chapas e do secretário/a nacional de Juventude do PT, a minoria, sem sequer anunciar oficialmente sua saída do Congresso, não adentrou o plenário para a votação final do Congresso Nacional. O Congresso seguiu conforme as normas partidárias, tendo participado da plenária final um leque plural de forças do partido: a Construindo Um Novo Brasil, PTLM, Tribo, EDP, Movimento PT, O Trabalho e dissidências da Democracia Socialista, Articulação de Esquerda e Mensagem ao Partido que se recusaram a deixar o III Congresso da JPT. Jefferson Lima foi reeleito secretário nacional de juventude do PT para um mandato, conforme o estatuto partidário, de mais 02 anos, com uma forte resolução política nos termos

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