segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Estudantes e militantes fazem ato pró-Dilma no Aeroporto de Brasília

Créditos: Jessyka Ramires
Manifestantes ligados ao movimento estudantil e ao Partido dos Trabalhadores (PT) fizeram um ato pró-Dilma neste sábado (19) no saguão de embarque do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. O ato começou por volta de 17h30 e reuniu cerca de 100 manifestantes, segundo passageiros que aguardavam no local. Organização e Polícia Militar não informaram estimativa de público.
Imagens feitas pela técnica de radiologia Camila Pereira e enviadas à TV Globo mostram o grupo caminhando pela área de embarque, em frente aos guichês das companhias aéreas. "Ôôô, o filho do pedreiro vai poder virar doutor", cantavam os manifestantes. "Chega de chacina, eu quero fora a PM assassina", diziam, em outro momento.
Cantos de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, como "não vai ter golpe" e "Fora, Cunha" – em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também foram ecoados pelo terminal. Em um dos vídeos, é possível ver que o grupo carrega uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBT.
A autora do vídeo conta que foi ao Aeroporto JK deixar um parente e se deparou com o ato pró-governo. "Houve provocação daqui, de lá, algumas pessoas vaiaram, mas não cheguei a ver nenhuma briga", diz. As imagens foram registradas por volta das 18h.
videoUma participante do evento afirmou ao G1 que o ato foi composto por membros da União da Juventude Socialista (UJS) e da Juventude do PT (JPT). As duas organizações participavam da 3ª Conferência Nacional da Juventude, evento realizado pelo governo federal entre quarta (16) e sábado (19) no estádio Mané Garrincha.

Fonte: G1.com

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Prefeito de Cuiabá Mauro Mendes envolvido em fraude de 800 milhões.

 A pedido do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), o Ministério Público Federal no Mato Grosso investiga uma fraude que pode chegar a R$ 700 milhões e envolve uma empresa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). Ele e um sócio são investigados, em processo sob sigilo, por terem se beneficiado do que o juiz do Trabalho Paulo Roberto Brescovici chamou de “fraude processual” na compra de uma mineradora.
Brescovici considerou nulo o processo de venda de uma empresa que operava em uma área de extração mineral próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Na investigação, concluiu-se que o juiz que conduziu a recuperação judicial da mineradora desviou R$ 185 mil do processo — o magistrado foi afastado do cargo pelo TRT do Mato Grosso.
Luis Aparecido Ferreira Torres, o juiz afastado, permitiu em 2011 a transferência das cotas da mineradora, que então se chamava Minérios Salomão, para uma empresa cuja dona era Jéssica Cristina de Souza, filha de Valdinei Mauro de Souza, sócio do prefeito de Cuiabá. Seis meses após se tornar dona da empresa, Jéssica transferiu 98% das cotas para a Maney Mineradora Casa de Pedra, que pertence a seu pai e a Mendes.
O processo foi marcado por uma série de irregularidades e possíveis “ilícitos penais”, de acordo com Brescovici, o juiz que investigou o caso no âmbito do TRT. Um dos problemas apontados foi a transferência das cotas da mineradora a Jéssica pelo valor de R$ 1,8 milhão.
Segundo Brescovici, o juiz Ferreira Torres “desconsiderou o potencial econômico das reservas auríferas e recursos naturais da área de propriedade da empresa que, de acordo com o laudo técnico de f. 610/620, foi fixado em R$ 723,7 milhões”.
O capital social da mineradora seria posteriormente elevado para R$ 703,5 milhões.
Corretor. Brescovici também descobriu uma autorização dada por Ferreira Torres para que a Caixa Econômica Federal liberasse R$ 185 mil a título de corretagem para um corretor de imóveis de nome José Faria de Oliveira, sem que ele tenha atuado em nenhum momento no processo de venda da mineradora ou de seus ativos.
Ferreira Torres apresentaria posteriormente um despacho de nomeação do corretor, mas ele não continha a numeração das folhas dos autos, o que mostrava que o suposto documento nunca pertenceu ao processo.
Oliveira havia intermediado a compra de dois flats, vendidos por uma construtora ao juiz. Em depoimento na investigação do TRT, o corretor disse que foi chamado ao gabinete de Ferreira Torres e que ele propôs transferir para seu nome os dois imóveis, sem explicar o motivo. Oliveira recusou a proposta.
Segundo o corretor, o juiz lhe perguntou se ele havia sido procurado por alguém do TRT e orientou Oliveira a dizer que havia recebido os R$ 185 mil sob suspeita a título de corretagem. Mais uma vez, ele se recusou a atender o pedido de Ferreira Torres e decidiu procurar a corregedoria do tribunal, que a partir daí passou a investigar o caso. (Fonte R7 Notícias)

“Não importa quem saiu, importa quem ficou e chegou ao PSB”, afirma Mendes após debandada

Prefeito de Cuiabá e presidente estadual do PSB, Mauro Mendes demonstra, pelo menos verbalmente, já ter superado a saída de 11 prefeitos que deixaram a legenda para seguir o deputado federal Valtenir Pereira rumo ao PROS no último mês.
Mendes afirma estar reorganizando o PSB no estado e acredita em um desempenho positivo nas eleições de 2014. Segundo ele, não importa quem saiu. Importa quem ficou e, principalmente, quem chegou ao PSB.
“O PSB está bem. Estamos reorganizando o PSB no Estado. Independente daqueles que saíram, estamos trabalhando com aqueles que ficaram e principalmente com os que chegaram ao partido. Porque menos nos últimos dias conseguimos importantes adesões. E é com aqueles filiados que nós vamos organizar um projeto eleitoral para Mato Grosso em 2014”, afirmou em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.
Presente ao anúncio, em Brasília, dos municípios selecionados no PAC 2, na última quinta-feira (24.10), o prefeito disse que o momento é de reorganização de todos os diretórios municipais e de estabelecimento de um desenvolvimento estratégico para 2014 tendo um candidato competitivo à presidente da república.
Questionado sobre a formação de um palanque nacional para Eduardo Campos e o apoio ao senador Pedro Taques (PDT) ao governo estadual, juntamente do PSDB, DEM e PPS, Mendes foi taxativo. “O PSB vai, obviamente, estar no palanque de Eduardo Campos. Pedro Taques é um grande candidato. Tenho com ele uma história que não começa agora em 2014. Começou em 2010. Estivemos juntos em 2012. E certamente estaremos juntos em 2014 para consolidar um projeto que nós começamos em 2010”, declarou.

Além dos 11 prefeitos que saíram do PSB, o partido ficou sem 10 vices-prefeitos e mais de 50 vereadores. Dos 12 prefeitos que se elegeram em 2012, apenas Mauro Mendes permanece na sigla. (Fonte Olhar Direto)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Pendurado pela PM de cabeça para baixo, o estudante que derrotou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Aluno dialoga com a PM de Geraldo Alckmin (FOTO MARIVALDO OLIVEIRA)
Geraldo Alckmin foi derrotado pelo estudante Elissandro Dias Nazaré da Siqueira, de 18 anos. Elissandro foi preso, com mais cinco pessoas, num protesto contra a “reorganização” da educação pelo governo de São Paulo.
Tomou as costumeiras cacetadas da PM e, em seguida, foi algemando e carregado de cabeça para baixo numa rua de Pinheiros. “Estou com muito medo. Eles me ameaçaram para ficar calado e sumir, mas vou continuar na guerra”, disse para a reportagem do Uol.
Alessandro resume o espírito dos garotos que estão desmascarando, de maneira implacável, um governante inepto e autoritário. Um cascateiro cuja faceta de coroinha interiorano está sendo atirada no lixo.
Ontem, Alckmin perpetrou mais um de seus disparates: “A polícia dialoga, a polícia conversa, a polícia pede para as pessoas saírem, a polícia dá tempo de as pessoas saírem”.
Ora, a polícia bate, não dialoga e Geraldo tem alguma noção disso (embora, a essa altura, é provável que já esteja confundindo as coisas em seu delírio). O diálogo deveria caber ao governador e seus homens, a começar, nesse caso, pelo secretário de educação Herman Vorwaald, para quem o ensino no estado é “uma vergonha” — o resultado confesso de duas décadas de PSDB, portanto.
Alckmin terá o mesmo destino de seu colega de partido Beto Richa, do Paraná. Richa, classificado por Aécio como “um dos mais qualificados gestores públicos do país”, viu sua popularidade despencar depois de mandar seus soldados descerem o pau nos professores no início do ano, com direito a cenas dantescas como um cachorro tirando um naco da perna de um cinegrafista.
Beto Richa, hoje, é um morto vivo. Ninguém, a não ser um psicopata como, por exemplo, Eduardo Cunha, gosta de ver professores ou estudantes apanhando.
Em 2014, uma matéria laudatória sobre Geraldo na Época o saudava como um dirigente que conseguiu “ler as ruas” e os protestos de 2013. “Alckmin sabia, por intuição e por pesquisas, que a população queria um governo tolerante com os manifestantes pacíficos”, afirmava a revista.
Tolerante com revoltados online, kataguiris e débeis mentais que pedem intervenção militar e truculento com alunos da rede de ensino pública. O Picolé de Chuchu saiu da caverna e mostrou quem é: um rotweiller. Devidamente subjugado e desmoralizado pelos elissandros. 

DCM/ Kiko Nogueira.

Medium.com: Aberto o processo de impeachment de Dilma. Mas, e o do Alckmin?

Não sejamos ingênuos: o governador Geraldo Alckmin não vai cair. Pelo menos não com uma Assembleia Legislativa composta por uma gigantesca base de apoio ao governo estadual, de partidos reacionários como DEM até pseudo-esquerdistas como o PPS. Em um mundo justo e realista, as ações tomadas pelo governador já se consideraria motivo suficiente para que tais partidos tomassem decisões drásticas sobre manter-se em um governo que aponta armas para adolescentes. Mas não estamos em um mundo — ou melhor, em um estado justo e realista. Estamos no Tucanistão.
Ou seja, por vias legais o governador dificilmente será atingido. De qualquer forma, sua imagem tem sido preservada ao máximo pela mídia tradicional, que exibe sem cansaço a figura do secretário da Educação, Herman Voorwald, como o idealista do projeto de reorganização. O governador só apareceu recentemente para fazer aquilo que ele mais sabe: defender as ações truculentas da Polícia Militar. Ironias da vida: os policiais militares tiveram na gestão de Geraldo Alckmin os piores anos no sentido de direitos e trabalhista nas últimas quatro décadas. Aumento de 0% na folha de pagamento, rechaço contra possibilidade de greves, entre outros.
A única via provável de queda de Alckmin é através das ruas. E para as ruas devermos ir, ao lado dos secundaristas, mas sem tirar seu belo protagonismo já exibido em nível internacional, recebendo recente apoio do sociólogo marxista David Harvey.
Mas por que Geraldo Alckmin não merece mais ser o governador de São Paulo?

 Primeira tragédia
O anunciado projeto de reorganização do ensino, que fechará mais de 90 escolas ao redor de todo o Estado e mudará a vida de mais de 300 mil estudantes, foi decretado sob a bandeira de um possível novo modelo de ensino, que tem como objetivo melhorar a qualidade e o nível escolar do estado, colocando alunos em escolas de ciclo único.
Como argumento de defesa contra um possível revés político, a Secretaria da Educação informou que todos os alunos serão enviados para escolas com no máximo 1 quilômetro de distância de suas casas.
Claro, o governo não levou em conta o valor de pertencimento que o aluno, estudante do colégio desde a primeira série, tem com o local, professores, funcionários e demais colegas. Existe para o aluno que terá sua escolha fechada algo sentimental que os políticos do alto escalão tucano provavelmente não entendem — ou simplesmente ignoram. A escola, assim como seu local de trabalho, é onde você passa praticamente a maior parte do seu dia. As pessoas que você encontra todos os 5 dias da semana, as conversas nos corredores, o futebol na quadra, o tio da cantina, a tia inspetora que não deixa você ficar 5 minutos a mais fora da sala de aula durante o intervalo. Ou até mesmo aquele professor mais zoeiro, que fica no seu pé o dia inteiro, brincando com seu novo corte de cabelo.
Ignorando esse sentimento, existe a impressão de que o projeto de reorganização do ensino não quer melhorar a qualidade da Educação no estado, e sim criar robôs. Máquinas programadas para fazer o que foi dito, separadas em níveis diferentes. Mas calma, tudo isso é só impressão. Se fosse realmente um projeto focado na melhoria ou mudanças estruturais na área educacional do Estado, pelo menos o mínimo diálogo teria sido feito. E não foi.
Os alunos, professores e pais não foram sequer consultados. É a mesma coisa que você, locatário de um imóvel no qual você mora faz 8 anos com sua família, tendo uma convivência diária com seus vizinhos do bairro, ficar sabendo através de uma notificação ou por terceiros que sua casa será transformada em um salão de eventos, e você tem até tal dia para sair de lá. Mas calma, a casa onde você viu seus filhos crescer vai ser trocada por outra, só que umas oito quadras acima. Coisa pequena, meia hora andando a pé apenas.
Tudo indica claramente que o projeto de reorganização do ensino na realidade foi um plano de fachada para economizar gastos no caixa do governo estadual. E isso é grave. Não porque o governador resolveu cortar gastos — o que é preocupante, mas não indica má índole. É grave pois o governador mentiu sobre tudo isso, utilizando da máquina do Estado para propagar a reorganização como algo positivo e que tem como foco apenas melhorar o ensino de nossos filhos, quando na realidade foi apenas uma pasta escolhida para cortar gastos e suprimir as necessidades do governo.
Trata-se de uma mentira. E pior: ele ainda insiste nela, se utilizando do dinheiro público para criar e vincular propagandas de TV e rádio sobre o que é o projeto. É uma farsa, amigos.
Isso já é o bastante para ele cair. Alckmin maquiou um pacote de austeridade, simulando um projeto de educação que não existe. Não consultou a população, e sim empresários e economistas. Diz que os prédios das escolas que serão fechadas continuarão servindo para a educação pública, sendo que o governador Mário Covas (PSDB) prometeu o mesmo nos anos 90. E olha lá: a E.E. Caetano de Campos, na Aclimação, que teve sua creche desmontada pelo projeto dos anos 90, assiste faz mais de 20 anos o espaço antigamente utilizada para cuidar e educar nossos filhos mais novos completamente abandonado, com uma mata gigante no entorno do prédio. Curioso mesmo é que a E.E. Caetano de Campos terá o ciclo fundamental excluído pelo novo projeto de reorganização.

Mas calma. A parte mais grave ainda está por vir. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mostrando que sabe chantagear como poucos, Cunha deflagra processo de impeachment contra Dilma

Diante da movimentação de deputados petistas pela aceitação do processo que pede a cassação de Cunha no Conselho de Ética, o presidente da Câmara acaba de anunciar, com toda a pompa e com direito a show midiático, que deu prosseguimento ao pedido de impeachment contra Dilma protocolado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal.
Se alguém ainda precisava de provas de apreço de Cunha pela democracia, esse é o indício mais profundo de que, para conseguir o que deseja, Cunha joga suas cartas de acordo com seus interesses. Mas ele verá, agora, que o povo não dorme na luta e que vamos, sim, lutar em defesa da democracia. O Partido dos Trabalhadores tomou a decisão acertada de se posicionar pela cassação de Cunha. Agora é a hora de defendermos, juntos, o mandato de Dilma que vai até 2018.