sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Prefeito de Cuiabá Mauro Mendes envolvido em fraude de 800 milhões.

 A pedido do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), o Ministério Público Federal no Mato Grosso investiga uma fraude que pode chegar a R$ 700 milhões e envolve uma empresa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). Ele e um sócio são investigados, em processo sob sigilo, por terem se beneficiado do que o juiz do Trabalho Paulo Roberto Brescovici chamou de “fraude processual” na compra de uma mineradora.
Brescovici considerou nulo o processo de venda de uma empresa que operava em uma área de extração mineral próxima do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Na investigação, concluiu-se que o juiz que conduziu a recuperação judicial da mineradora desviou R$ 185 mil do processo — o magistrado foi afastado do cargo pelo TRT do Mato Grosso.
Luis Aparecido Ferreira Torres, o juiz afastado, permitiu em 2011 a transferência das cotas da mineradora, que então se chamava Minérios Salomão, para uma empresa cuja dona era Jéssica Cristina de Souza, filha de Valdinei Mauro de Souza, sócio do prefeito de Cuiabá. Seis meses após se tornar dona da empresa, Jéssica transferiu 98% das cotas para a Maney Mineradora Casa de Pedra, que pertence a seu pai e a Mendes.
O processo foi marcado por uma série de irregularidades e possíveis “ilícitos penais”, de acordo com Brescovici, o juiz que investigou o caso no âmbito do TRT. Um dos problemas apontados foi a transferência das cotas da mineradora a Jéssica pelo valor de R$ 1,8 milhão.
Segundo Brescovici, o juiz Ferreira Torres “desconsiderou o potencial econômico das reservas auríferas e recursos naturais da área de propriedade da empresa que, de acordo com o laudo técnico de f. 610/620, foi fixado em R$ 723,7 milhões”.
O capital social da mineradora seria posteriormente elevado para R$ 703,5 milhões.
Corretor. Brescovici também descobriu uma autorização dada por Ferreira Torres para que a Caixa Econômica Federal liberasse R$ 185 mil a título de corretagem para um corretor de imóveis de nome José Faria de Oliveira, sem que ele tenha atuado em nenhum momento no processo de venda da mineradora ou de seus ativos.
Ferreira Torres apresentaria posteriormente um despacho de nomeação do corretor, mas ele não continha a numeração das folhas dos autos, o que mostrava que o suposto documento nunca pertenceu ao processo.
Oliveira havia intermediado a compra de dois flats, vendidos por uma construtora ao juiz. Em depoimento na investigação do TRT, o corretor disse que foi chamado ao gabinete de Ferreira Torres e que ele propôs transferir para seu nome os dois imóveis, sem explicar o motivo. Oliveira recusou a proposta.
Segundo o corretor, o juiz lhe perguntou se ele havia sido procurado por alguém do TRT e orientou Oliveira a dizer que havia recebido os R$ 185 mil sob suspeita a título de corretagem. Mais uma vez, ele se recusou a atender o pedido de Ferreira Torres e decidiu procurar a corregedoria do tribunal, que a partir daí passou a investigar o caso. (Fonte R7 Notícias)

“Não importa quem saiu, importa quem ficou e chegou ao PSB”, afirma Mendes após debandada

Prefeito de Cuiabá e presidente estadual do PSB, Mauro Mendes demonstra, pelo menos verbalmente, já ter superado a saída de 11 prefeitos que deixaram a legenda para seguir o deputado federal Valtenir Pereira rumo ao PROS no último mês.
Mendes afirma estar reorganizando o PSB no estado e acredita em um desempenho positivo nas eleições de 2014. Segundo ele, não importa quem saiu. Importa quem ficou e, principalmente, quem chegou ao PSB.
“O PSB está bem. Estamos reorganizando o PSB no Estado. Independente daqueles que saíram, estamos trabalhando com aqueles que ficaram e principalmente com os que chegaram ao partido. Porque menos nos últimos dias conseguimos importantes adesões. E é com aqueles filiados que nós vamos organizar um projeto eleitoral para Mato Grosso em 2014”, afirmou em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.
Presente ao anúncio, em Brasília, dos municípios selecionados no PAC 2, na última quinta-feira (24.10), o prefeito disse que o momento é de reorganização de todos os diretórios municipais e de estabelecimento de um desenvolvimento estratégico para 2014 tendo um candidato competitivo à presidente da república.
Questionado sobre a formação de um palanque nacional para Eduardo Campos e o apoio ao senador Pedro Taques (PDT) ao governo estadual, juntamente do PSDB, DEM e PPS, Mendes foi taxativo. “O PSB vai, obviamente, estar no palanque de Eduardo Campos. Pedro Taques é um grande candidato. Tenho com ele uma história que não começa agora em 2014. Começou em 2010. Estivemos juntos em 2012. E certamente estaremos juntos em 2014 para consolidar um projeto que nós começamos em 2010”, declarou.

Além dos 11 prefeitos que saíram do PSB, o partido ficou sem 10 vices-prefeitos e mais de 50 vereadores. Dos 12 prefeitos que se elegeram em 2012, apenas Mauro Mendes permanece na sigla. (Fonte Olhar Direto)

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