quarta-feira, 20 de julho de 2016

Gaeco prende ex-secretário de Educação de Mato Grosso

Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), integrado por promotores, delegados e policiais militares e civis, deflagrou na tarde de hoje a segunda fase da “Operação Rêmora”,  denominada "Locus Delictii" que tem por fim desmantelar uma organização criminosa formada por servidores públicos estaduais e empresários do ramo de construção civil. O grupo agia de forma organizada em cartel distribuindo entre si diversas licitações de construção e reforma de escolas públicas estaduais na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso.  
Nesta fase, novos integrantes da organização criminosa já foram identificados. Foi determinada pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, a prisão do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto Filho (PSDB).
Após a deflagração da primeira fase operação no dia 03 de maio, o Gaeco debruçou-se sobre os documentos e elementos colhidos no cumprimento dos mandados de busca e apreensão e demais provas coletadas no sentido de elucidar toda a cadeia delitiva, em especial a cadeia de comando da corrupção e demais crimes. Após análise de todo material e em outra provas coletadas, o Gaeco comprovou que o ex-secretário Permínio Pinto Filho participou ativamente do comando decisório da organização criminosa já denunciada com 22 integrantes.
De acordo com os elementos de prova, foi possível constatar que no escritório mantido pelo empresário Giovani Belatto Guizardi, localizado no Edifício Avant Garden Business, em frente a trincheira do bairro Santa Rosa, a organização criminosa reunia-se para deliberações e acerto de contas acerca dos crimes praticados. Após a deflagração da primeira fase, foi possível elucidar de forma cabal a presença física do ex-secretário na cena do crime.
O Gaeco obteve documentos junto a administração do edifício comprovando que o ex-secretário ia constantemente ao local. "Temos comprovação de que o ex-secretário Permínio Pinto esteve em reunião com o operador da propina Giovani Guizardi no quartel general do crime organizado antes das reuniões ocorridas entres os empresários denunciados em que ocorreram a distribuição das obras da Seduc, que sequer estavam publicadas", comentou o coordenador do Gaeco, promotor Marco Aurélio Castro.
Segundo ele, novas fases serão realizadas sobre fraudes de R$ 56 milhões em obras na pasta. "Outros personagens já estão identificados sendo que as investigações ainda prosseguem e novas fases não estão descartadas. Importante frisar que na deflagração da primeira fase da Operação Rêmora não havia qualquer indicativo da participação de Permínio Pinto nos malfeitos sendo que a produção de novas provas a partir da deflagração da primeira fase possibilitou o avanço das investigações e o surgimento de prova de que o ex-secretário agia dentro da pasta para finalidades espúrias", afirmou.
Até agora, 22 pessoas foram denunciadas pela corrupção na Seduc. Além de Permínio Pinto, que chegou a ser cotado para ser vice na chapa do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), estão presos desde maio preventivamente o empresário Giovani Guizardi, além dos ex-servidores Moisés Dias da Silva, Wander Luiz dos Reis e Fábio Frigeri.
O Gaeco efetuou no dia 06 o pedido de prisão. No dia 15, Selma autorizou a detenção preventiva do ex-secretário exonerado pelo governador Pedro Taques (PSDB) e entrou em férias de 15 dias.

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