quinta-feira, 4 de maio de 2017

Seis deputados de Mato Grosso votam a favor da reforma trabalhista; Saguas Morais (PT) foi contra

Seis dos oito deputados federais de Mato Grosso votaram a favor da reforma trabalhista, aprovada na Câmara Federal na madrugada desta quinta-feira (27). Votaram pela aprovação da reforma Nilson Leitão (PSDB), Victorio Galli (PSC), Fábio Garcia (PSB), Carlos Bezerra (PMDB), Valtenir Pereira (PMDB) e Ezequiel Fonseca (PP) Adilton Sachetti (PSB) se ausentou da sessão por luto na família.
Galli afirmou que a reforma trabalhista é necessária no Brasil para atualizar e incluir novas leis na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), criada em 1950. Afirmou que hoje as relações empregador/empregado estão “atravessadas” por vícios.
“Hoje, patrão se transforma em ladrão, o trabalhador pode fazer coisas fora da lei. Isso precisa ser sanado. A lei atual tem mais de 50 anos num Brasil moderno, com novas formas de emprego, que precisam ter amparo legal”, afirmou ao Circuito Mato Grosso.
Nilson Leitão também apontou a “modernização” das relações trabalhistas como justificativa suficiente para a aprovação da reforma. Questionado sobre as críticas de fragilização nos direitos dos trabalhadores, o deputado afirmou que “nenhum direito será perdido”.
“O tempo mostrará que as relações trabalhistas serão melhores. Quem critica a reforma hoje, critica por falta de informação do que está sendo proposto. Assim como a lei de terceirizações não causou efeito, a reforma trabalhista também mostra que vem para melhorar”.

Saguas Moraes (PT) votou contra

De acordo com Ságuas a aprovação dessa dita ‘Reforma Trabalhista’ trata-se da retirada de direitos históricos da classe trabalhadora. “O PL contém mais de 100 mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na verdade o que a base aliada do governo ilegítimo de Temer aprovou foi o fim da CLT. É o fim da proteção da lei aos trabalhadores”, disse.
Entre as mudanças previstas na nova legislação estão: a prevalência do negociado sobre o legislado, ou seja, o que for negociado entre empresas e trabalhadores terá mais força que a lei; o aumento da jornada de trabalho de 8h para 12h por dia; a ampliação do contrato temporário de 90 para 120 dias; a redução do intervalo para o almoço de 1h para 30 minutos; possibilidade de contração de gestantes e lactantes para trabalharem em locais insalubres; entre outras.
Ságuas afirma que a aprovação do PL 6787 levou o Brasil de volta à década de 1930. “É a precarização total das relações de trabalho. A prevalência do negociado sobre o legislado fará com que os trabalhadores aceitem as regras do patronato, em troca do emprego”. Segundo o deputado, isso levará a perda de direitos. Por exemplo, na negociação com o patrão, para manter seus emprego o trabalhador poderá aceitar a redução de salário, abrir mão do 13º, das férias remuneradas, entre outros.

2 comentários:

Roberto Marques Araújo disse...

Que isso pese na urna ano que vem eelitores matogrossenses.Analise bem antes de votar.

Roberto Marques Araújo disse...

Que isso pese na urna ano que vem eelitores matogrossenses.Analise bem antes de votar.